A pior coisa que pode acontecer a uma pessoa é não ter o que fazer. Aposentado, com sessenta e dois anos, confirmados pelos traços marcantes deixados pelo tempo, nada tenho feito a não ser reclamar. Reclamo dos empregados, que cuidam da casa com desleixo; dos filhos, quando, irreverentes, contam “piadas de salão” em ocasiões inoportunas; da netinha, que teima em não me ouvir as reclamações, perturbando-me a leitura; do cachorro, que late sem parar; e do papagaio, que nada fala, mas grita estridentemente.
Há poucos dias, consegui na internet uma lista de nomes de pessoas tão incomuns e engraçados, quanto constrangedores e ridículos.
Crianças foram batizadas de Igualdade Fraternidade de Nova York; Um Dois Três de Oliveira Quatro; Sete Chagas de Jesus Salve a Pátria; Letsgo; Usnavy, esses últimos formados de palavras inglesas, bem ao gosto do brasileiro que, nos últimos tempos, usa mais denominações estrangeiras do que as nativas. É comum serem estampadas em placas e cartazes, palavras grafadas em inglês: Delivery; fast food; country music; hot line; e-mail; reality show e muitas outras.
É o analfabetismo nacional revelado em dois idiomas.
Incomodam-me os nomes de pessoas com suas vidas marcadas e submetidas a brincadeiras irreverentes. Também desaprovo o uso de expressões inglesas abundantemente usadas pelo brasileiro, que aderiu ao “portuglês”, mistura incompreensível e indigesta.
As palavras mexeram mesmo comigo, ultimamente. Acabo de manusear copiosa lista de frases com significados diferentes aqui e em Portugal.
Em visita a terras lusitanas, precisamos ter cuidado para evitar situações constrangedoras. Se alguém, lá, lhe chamar de “paneleiro”, estará dizendo que você é homossexual; mandando-lhe entrar na “bicha”, sugere-lhe a fila, bastante conhecida nos estabelecimentos bancários no Brasil; se um médico lusitano mandar aplicar-lhe uma “pica”, não tenha medo, pois, se estiver doente, você precisará da injeção receitada pelo doutor; após muito caminhar pelas ruas milenares de Lisboa, se sentir fome, coma uma “carcaça”, excelente pão francês produzido pelos portugueses; não sei se aceitaria um “cacetinho”, como também é chamado o apetitoso pãozinho na terra de Camões. Em suas viagens por regiões de além-mar, leve o seu filho, aquele “puto” (como dizem os portugueses referindo-se a garoto), e a linda “rapariga” (senhorita, como se chama em Portugal), sua estimada filha, para conhecerem parte da nossa história.
Isto que escrevi é mesmo coisa de desocupado. Mas, acredito ter valido a pena, por duas razões: Fica-se sabendo da existência de pais irreverentes e irresponsáveis, que marcam os filhos impiedosamente com nomes que não dariam a si próprios; do uso exagerado de expressões em inglês, num Brasil de analfabetos; e, por fim, dos cuidados que devemos ter em viagens a Portugal, onde você, não fossem essas orientações, poderia negar-se, se doente, a tomar uma “pica”, receoso de enfrentar uma enorme “bicha” no Pronto-Socorro local, embora fosse para seu próprio bem. Talvez, não levasse a rapariga e o puto dos seus estimados filhos para um passeio às margens do rio Tejo.
Seria uma pena.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Nordeste valoroso (crônica)
Sou nordestino, cabra da peste, nascido no sertão brabo e seco. Cresci ouvindo histórias de grande sofrimento, de secas homéricas, como a de 1932, que fez sofrer o sertanejo, negando-lhe a água, matando-lhe de fome.
Ouvi de meus ancestrais, notícias de poderosos coronéis, senhores não só do escravo que lhe pertencia como objeto, mas também do destino do cidadão, eleitor de cabresto, carente e humilhado. Soube de crimes políticos, de selvagens vinganças e de assassinatos justificados em defesa da honra.
Presenciei a miséria e a corrupção.
Também conheci as belezas naturais da região, convivi com sua gente humilde, honesta e trabalhadora.
O Nordeste ocupa quase um terço da extensão territorial brasileira, é formado por nove estados e abriga uma população superior a trinta milhões de pessoas. É conhecido por seu clima árido, pelo sotaque que personifica seu povo, por suas inconfundíveis expressões coloquiais, pela culinária exótica e, sobretudo, pela beleza natural de suas praias exuberantes, convidativas e acolhedoras.
Infelizmente, boa parte dos brasileiros considera a região nordestina pobre, atrasada socialmente, dependente do poder público para garantir a sua subsistência; acredita que seus políticos são mais corruptos que os outros; que as dificuldades financeiras do país decorrem do sumidouro de verbas públicas repassadas à região; e que o nordestino é indolente e ingênuo.
Nem tudo é verdade.
O Nordeste não é pobre. Seu povo é que vive na pobreza. A região possui terras férteis. Falta-lhe apenas água para irrigá-las quando as chuvas se revelam escassas. Possui considerável reserva petrolífera, infraestrutura de bom padrão, energia elétrica própria, estradas asfaltadas, portos, aeroportos e telefonia de boa qualidade. Dispõe de conceituadas universidades, razoáveis escolas públicas, bons colégios particulares, hospitais, excelentes hotéis, indústrias químicas, têxteis e de automóveis; usinas de álcool e de açúcar, entre outros variados empreendimentos econômicos.
O atraso social da região, este sim, é verdadeiro e deve ser atribuído às poucas políticas de desenvolvimento, à corrupção, ao desinteresse por mudanças concretas, e à intenção dos políticos de se perpetuarem no poder, mantendo os currais eleitorais que lhes garantem o domínio sobre um povo miserável.
O nordestino não é indolente, como supõem alguns. Pode parecer apático, motivado pela ausência de trabalho. O desemprego pode até viciar o cidadão na ociosidade, mas o legítimo “cabra da peste” é indômito, não cede ao ócio, é inteligente e criativo.
Em todas as atividades humanas, o nordestino se destaca com louvor.
O nordeste já deu ao Brasil figuras exponenciais nas artes, letras, música, ciência, esportes e na administração pública. Pedro Américo, autor do quadro “Grito do Ipiranga”, honrou a região na arte de pintar; Castro Alves, Gonçalves Dias, Augusto dos Anjos, na poesia; Jorge Amado, José Lins do Rego, Gilberto Freire, na literatura; Caetano Veloso, Elba Ramalho, Gilberto Gil, na música; Ademir, Didi e Vavá, no esporte; Deodoro da Fonseca, Epitácio Pessoa e Rui Barbosa, na política. Quatro paraibanos; quatro baianos; quatro pernambucanos; e um maranhense. Treze ilustres cidadãos nordestinos que elevaram o nome do Brasil, orgulhando a todos nós brasileiros.
O nordeste não é pobre, como vimos, e sim empobrecido pela gestão perdulária, desonesta e eleitoreira dos políticos que se locupletam dos votos do eleitor ingênuo e despolitizado, como também o são os de outras regiões brasileiras.
Bastariam políticas sérias de desenvolvimento, implantação de projetos de irrigação, transposição de rios perenes para tornar os “rios secos” fontes de abastecimento; aplicação correta de recursos financeiros e boa administração. Assim, o Nordeste integraria o mapa nacional mais valoroso ainda.
Ouvi de meus ancestrais, notícias de poderosos coronéis, senhores não só do escravo que lhe pertencia como objeto, mas também do destino do cidadão, eleitor de cabresto, carente e humilhado. Soube de crimes políticos, de selvagens vinganças e de assassinatos justificados em defesa da honra.
Presenciei a miséria e a corrupção.
Também conheci as belezas naturais da região, convivi com sua gente humilde, honesta e trabalhadora.
O Nordeste ocupa quase um terço da extensão territorial brasileira, é formado por nove estados e abriga uma população superior a trinta milhões de pessoas. É conhecido por seu clima árido, pelo sotaque que personifica seu povo, por suas inconfundíveis expressões coloquiais, pela culinária exótica e, sobretudo, pela beleza natural de suas praias exuberantes, convidativas e acolhedoras.
Infelizmente, boa parte dos brasileiros considera a região nordestina pobre, atrasada socialmente, dependente do poder público para garantir a sua subsistência; acredita que seus políticos são mais corruptos que os outros; que as dificuldades financeiras do país decorrem do sumidouro de verbas públicas repassadas à região; e que o nordestino é indolente e ingênuo.
Nem tudo é verdade.
O Nordeste não é pobre. Seu povo é que vive na pobreza. A região possui terras férteis. Falta-lhe apenas água para irrigá-las quando as chuvas se revelam escassas. Possui considerável reserva petrolífera, infraestrutura de bom padrão, energia elétrica própria, estradas asfaltadas, portos, aeroportos e telefonia de boa qualidade. Dispõe de conceituadas universidades, razoáveis escolas públicas, bons colégios particulares, hospitais, excelentes hotéis, indústrias químicas, têxteis e de automóveis; usinas de álcool e de açúcar, entre outros variados empreendimentos econômicos.
O atraso social da região, este sim, é verdadeiro e deve ser atribuído às poucas políticas de desenvolvimento, à corrupção, ao desinteresse por mudanças concretas, e à intenção dos políticos de se perpetuarem no poder, mantendo os currais eleitorais que lhes garantem o domínio sobre um povo miserável.
O nordestino não é indolente, como supõem alguns. Pode parecer apático, motivado pela ausência de trabalho. O desemprego pode até viciar o cidadão na ociosidade, mas o legítimo “cabra da peste” é indômito, não cede ao ócio, é inteligente e criativo.
Em todas as atividades humanas, o nordestino se destaca com louvor.
O nordeste já deu ao Brasil figuras exponenciais nas artes, letras, música, ciência, esportes e na administração pública. Pedro Américo, autor do quadro “Grito do Ipiranga”, honrou a região na arte de pintar; Castro Alves, Gonçalves Dias, Augusto dos Anjos, na poesia; Jorge Amado, José Lins do Rego, Gilberto Freire, na literatura; Caetano Veloso, Elba Ramalho, Gilberto Gil, na música; Ademir, Didi e Vavá, no esporte; Deodoro da Fonseca, Epitácio Pessoa e Rui Barbosa, na política. Quatro paraibanos; quatro baianos; quatro pernambucanos; e um maranhense. Treze ilustres cidadãos nordestinos que elevaram o nome do Brasil, orgulhando a todos nós brasileiros.
O nordeste não é pobre, como vimos, e sim empobrecido pela gestão perdulária, desonesta e eleitoreira dos políticos que se locupletam dos votos do eleitor ingênuo e despolitizado, como também o são os de outras regiões brasileiras.
Bastariam políticas sérias de desenvolvimento, implantação de projetos de irrigação, transposição de rios perenes para tornar os “rios secos” fontes de abastecimento; aplicação correta de recursos financeiros e boa administração. Assim, o Nordeste integraria o mapa nacional mais valoroso ainda.
A casa da ciência (crônica)
"O mundo é sustentado por quatro pilares: a sabedoria do instruído, a justiça do grande, as orações dos virtuosos, e o valor do bravo”. Esse pensamento, inscrito à entrada das universidades na Espanha, na época da ocupação mulçumana, demonstrava a importância do conhecimento na cultura islâmica.
O profeta Maomé disse mais: “a pena dos sábios é mais preciosa que o sangue dos mártires; o conhecimento deve ser procurado obstinadamente, mesmo que se tenha de ir tão longe quanto à China para encontrá-lo”.
A civilização islâmica contribuiu muito para o desenvolvimento da humanidade. Enriqueceu a ciência, as artes e as letras. Transferiu conhecimento científico às gerações futuras, aprimorou métodos de pesquisas e de investigação, e levou o homem a grandes descobertas.
O trabalho científico de pesquisa e investigação realizado pelos sábios da Escola de Bagdá é impressionante. Os mestres ensinavam a “prosseguir do conhecido ao desconhecido, a observar os fenômenos de modo a deduzir causas de efeitos, e a aceitar como fato somente o que havia sido provado por experimentos”.
O califa Al Mamun foi o grande responsável pelo desenvolvimento cultural em Bagdá. O conhecimento humano em sua época foi obtido com a tradução de trabalhos de Aristóteles, Hipócrates, Euclides e Cláudio Galeno.
Galeno (200-132 ªC) foi o primeiro a observar que pelas artérias fluía sangue e não ar. Estudos e descobertas na época de maior desenvolvimento intelectual da civilização islâmica, entre os anos 750 e 1258, foram repassados à Europa Medieval.
Também foi o califa Al Mamun quem criou a Casa da Sabedoria em Bagdá. Contratou sábios de diferentes raças e religiões para aprofundar estudos e pesquisas. Interessava-lhe descobrir o “pensamento da antiguidade”, deixando à parte crenças e ideologias.
Médicos formados na universidade de Jandaisapur, na Pérsia, despertavam grande interesse à comunidade intelectual da cidade, sendo Hunain Ibn Ishaq, considerado o “pai da medicina árabe”, o responsável pela tradução de obras que permitiram o progresso da ciência médica.
A Hunain e a outros autores árabes também é atribuída a criação de termos médicos utilizados na linguagem científica. Sua escola foi a primeira a traduzir o Juramento de Hipócrates.
A primeira fábrica de papel foi fundada em Bagdá no ano 795. O empreendimento propiciou o surgimento de importantes manuscritos produzidos no império muçulmano. O comércio do livro prosperou no Oriente. Sábios e escritores instalaram salas de leituras onde as pessoas podiam consultar preciosos manuscritos, mediante pagamento de uma taxa, cobrada pelas informações obtidas.
A caligrafia tornou-se importantíssima nos países de civilização muçulmana. Escritores famosos mantinham equipes de calígrafos para reproduzirem suas obras. Era o saber contaminando a humanidade há treze séculos.
Gustave Le Bom disse que “Bagdá e Córdoba, importantes cidades espanholas sob domínio do Islã, foram centros de civilização que iluminaram o mundo com a luz de seu brilhantismo”. Jacques C. Riesler escreveu que “o Islã dominou o mundo através de seu poder, do seu conhecimento e de sua civilização superior”; disse mais: “sucessor do tesouro filosófico e científico dos gregos, o Islã transmitiu esse tesouro à Europa Ocidental, após enriquecê-lo”.
A sabedoria do instruído sustenta o mundo em que vivemos.
(*) Para produção desta crônica, pesquisei, entre outras informações, o livro do Dr. Armando José China Bezerra, intitulado "Admirável Mundo Médico", editado por ocasião dos quarenta anos do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal.
O profeta Maomé disse mais: “a pena dos sábios é mais preciosa que o sangue dos mártires; o conhecimento deve ser procurado obstinadamente, mesmo que se tenha de ir tão longe quanto à China para encontrá-lo”.
A civilização islâmica contribuiu muito para o desenvolvimento da humanidade. Enriqueceu a ciência, as artes e as letras. Transferiu conhecimento científico às gerações futuras, aprimorou métodos de pesquisas e de investigação, e levou o homem a grandes descobertas.
O trabalho científico de pesquisa e investigação realizado pelos sábios da Escola de Bagdá é impressionante. Os mestres ensinavam a “prosseguir do conhecido ao desconhecido, a observar os fenômenos de modo a deduzir causas de efeitos, e a aceitar como fato somente o que havia sido provado por experimentos”.
O califa Al Mamun foi o grande responsável pelo desenvolvimento cultural em Bagdá. O conhecimento humano em sua época foi obtido com a tradução de trabalhos de Aristóteles, Hipócrates, Euclides e Cláudio Galeno.
Galeno (200-132 ªC) foi o primeiro a observar que pelas artérias fluía sangue e não ar. Estudos e descobertas na época de maior desenvolvimento intelectual da civilização islâmica, entre os anos 750 e 1258, foram repassados à Europa Medieval.
Também foi o califa Al Mamun quem criou a Casa da Sabedoria em Bagdá. Contratou sábios de diferentes raças e religiões para aprofundar estudos e pesquisas. Interessava-lhe descobrir o “pensamento da antiguidade”, deixando à parte crenças e ideologias.
Médicos formados na universidade de Jandaisapur, na Pérsia, despertavam grande interesse à comunidade intelectual da cidade, sendo Hunain Ibn Ishaq, considerado o “pai da medicina árabe”, o responsável pela tradução de obras que permitiram o progresso da ciência médica.
A Hunain e a outros autores árabes também é atribuída a criação de termos médicos utilizados na linguagem científica. Sua escola foi a primeira a traduzir o Juramento de Hipócrates.
A primeira fábrica de papel foi fundada em Bagdá no ano 795. O empreendimento propiciou o surgimento de importantes manuscritos produzidos no império muçulmano. O comércio do livro prosperou no Oriente. Sábios e escritores instalaram salas de leituras onde as pessoas podiam consultar preciosos manuscritos, mediante pagamento de uma taxa, cobrada pelas informações obtidas.
A caligrafia tornou-se importantíssima nos países de civilização muçulmana. Escritores famosos mantinham equipes de calígrafos para reproduzirem suas obras. Era o saber contaminando a humanidade há treze séculos.
Gustave Le Bom disse que “Bagdá e Córdoba, importantes cidades espanholas sob domínio do Islã, foram centros de civilização que iluminaram o mundo com a luz de seu brilhantismo”. Jacques C. Riesler escreveu que “o Islã dominou o mundo através de seu poder, do seu conhecimento e de sua civilização superior”; disse mais: “sucessor do tesouro filosófico e científico dos gregos, o Islã transmitiu esse tesouro à Europa Ocidental, após enriquecê-lo”.
A sabedoria do instruído sustenta o mundo em que vivemos.
(*) Para produção desta crônica, pesquisei, entre outras informações, o livro do Dr. Armando José China Bezerra, intitulado "Admirável Mundo Médico", editado por ocasião dos quarenta anos do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal.
domingo, 11 de outubro de 2009
Estudar é preciso (crônica)
Iniciei minha vida laboriosa, trabalhando na atividade privada. Comecei como contínuo, para mais adiante me tornar escriturário, na mesma empresa em que outrora varria o chão e espanava o pó do mobiliário.
Aos dezenove anos, fui nomeado escrevente-datilógrafo de uma repartição pública federal. Depois de três anos, substituí o cargo exercido por emprego melhor, no Banco do Brasil, obtido mediante concurso público, na época uma grande recompensa pelo esforço de trocar o lazer e o descanso pelo estudo.
A nova atividade possibilitou-me avançar na escala econômica e social. A obtenção dessa melhoria decorreu da minha disposição para estudar e enfrentar os obstáculos com determinação. Passados alguns anos, tornei-me profissional liberal de certa importância no ambiente empresarial em que vivi.
O estudo gratificou-me sobremaneira.
Essa parcela da minha existência não deve interessar aos leitores. Cito-a para ajudar à juventude a refletir sobre um assunto deveras importante: o estudo.
Estudar é preciso. Do contrário, as dificuldades cotidianas serão maiores, às vezes insuperáveis. Se estudar é preciso, trabalhar também é preciso.
E como!
Sem estudo, o cidadão terá menos oportunidade de vencer os obstáculos que se lhe deparam no dia a dia. O trabalho requer o conhecimento que o estudo proporciona.
Jovem, ajuste sua vida. Não desperdice seu valioso tempo com futilidades; reduza as horas passadas em frente à televisão, em jogos eletrônicos e em shows musicais de muita gritaria e de pouco conteúdo cultural ou prático.
Estude.
Dedique parte dos anos de sua mocidade aos estudos. Ao final, a vitória lhe sorrirá, convidando-o para muitas e diversas atividades prazerosas e lucrativas. Estudar, portanto, é preciso, embora possa parecer o contrário, quando se vê a autoridade maior do país esbanjando popularidade e acumulando riquezas, sem ter frequentado as bancas escolares.
Estudar, pois, é preciso, repito.
Repitamos todos!
Mais uma vez!
Aproveitemos o tempo que nos é dado hoje, para que o nosso amanhã seja melhor que o ontem e o nosso futuro mais promissor.
Não esperem que lhe peçam conta do seu tempo e você não possa dar conta em tempo, por tê-lo desperdiçado sem conta.
Seria uma pena.
Aos dezenove anos, fui nomeado escrevente-datilógrafo de uma repartição pública federal. Depois de três anos, substituí o cargo exercido por emprego melhor, no Banco do Brasil, obtido mediante concurso público, na época uma grande recompensa pelo esforço de trocar o lazer e o descanso pelo estudo.
A nova atividade possibilitou-me avançar na escala econômica e social. A obtenção dessa melhoria decorreu da minha disposição para estudar e enfrentar os obstáculos com determinação. Passados alguns anos, tornei-me profissional liberal de certa importância no ambiente empresarial em que vivi.
O estudo gratificou-me sobremaneira.
Essa parcela da minha existência não deve interessar aos leitores. Cito-a para ajudar à juventude a refletir sobre um assunto deveras importante: o estudo.
Estudar é preciso. Do contrário, as dificuldades cotidianas serão maiores, às vezes insuperáveis. Se estudar é preciso, trabalhar também é preciso.
E como!
Sem estudo, o cidadão terá menos oportunidade de vencer os obstáculos que se lhe deparam no dia a dia. O trabalho requer o conhecimento que o estudo proporciona.
Jovem, ajuste sua vida. Não desperdice seu valioso tempo com futilidades; reduza as horas passadas em frente à televisão, em jogos eletrônicos e em shows musicais de muita gritaria e de pouco conteúdo cultural ou prático.
Estude.
Dedique parte dos anos de sua mocidade aos estudos. Ao final, a vitória lhe sorrirá, convidando-o para muitas e diversas atividades prazerosas e lucrativas. Estudar, portanto, é preciso, embora possa parecer o contrário, quando se vê a autoridade maior do país esbanjando popularidade e acumulando riquezas, sem ter frequentado as bancas escolares.
Estudar, pois, é preciso, repito.
Repitamos todos!
Mais uma vez!
Aproveitemos o tempo que nos é dado hoje, para que o nosso amanhã seja melhor que o ontem e o nosso futuro mais promissor.
Não esperem que lhe peçam conta do seu tempo e você não possa dar conta em tempo, por tê-lo desperdiçado sem conta.
Seria uma pena.
Esse é o cara! (crônica)
No mundo, tem mesmo gente pra tudo. Pessoas sábias, inteligentes, estudiosas; indivíduos incultos, estúpidos, preguiçosos; e, ainda, os espertalhões, ardilosos, desonestos e pilantras.
Aos últimos, melhor seria chamá-los de ladrões.
Na última classificação, encontram-se os que se locupletam do Erário, beneficiando a si e a seus apaniguados. Muitos políticos brasileiros fazem parte dessa raça miserável que envergonha pessoas inteligentes, que sabem discernir o bem do mal, o certo do errado, o sadio do podre.
Uma parcela pequena, infelizmente.
Para não ir mais além, fico por aqui, no meu solitário desabafo. Não pretendo, neste espaço, falar de políticos desonestos, de gente esperta, mal intencionada, de bandidos comuns ou de colarinhos brancos. Se me dispusesse a fazê-lo, seria necessário dispor de supercomputador para armazenar a miríade de escândalos patrocinada por excelências de todos os matizes.
Meu desiderato é esclarecer os incautos sobre o verdadeiro significado de expressões vernáculas, pronunciadas com interesses distorcidos da realidade. Também pretendo contestar os espertalhões que interpretam frases proferidas ao sabor das oportunidades, para dar-lhes convenientes significados.
Fato recente, de maneira até divertida, ocorreu no exterior. Na casa da Rainha. Não na residência do Zé Rainha, o invasor de terras particulares. A coisa aconteceu nos domínios de Sua Majestade, a Queen Elizabeth, em Londres.
Pois, bem. Barack Obama, presidente americano, para ser simpático a um dos seus convivas, disse considerá-lo “o cara”. E mais: confessou adorá-lo como o cara que ele é (ou deveria ser).
Obama apresentou o colega a um dos seus secretários. Disse-lhe o magistrado americano: “Esse é o cara!” O representante de Tio Sam, todavia, não complementou a frase, supostamente elogiosa. Tentarei dizer o que o presidente da América do Norte deixou reticente: esse é o cara… que se aliou a adversários políticos, outrora demonizados e taxados de corruptos; esse é o cara… que aparelhou a administração pública brasileira, tornando-a vermelha e sindicalista; esse é o cara… que fechou olhos e ouvidos às denúncias de corrupção de seus aloprados partidários; esse é o cara… que viaja país afora, inaugurando projetos ainda em gestação, para promover sua candidata a sucessora, uma guerrilheira de alto coturno; esse é o cara… que disse ter a mãe nascido analfabeta; esse é o cara… que disse ser o Oceano Atlântico apenas um rio caudaloso, de praia e areias brancas; esse é o cara … que profere frases grandiloqüentes, algumas desprovidas de bom senso e até ridículas.
O que mais poderia ser entendido na frase reticente do ilustre americano? Que o cara viaja sem parar, quase diariamente, entregando o país à administração dos aloprados?
Obama chamou-o de o cara, não como louvação aos seus predicados, mas por oportunismo, a fim de angariar simpatia ao seu governo e arrancar dele milhões de dólares para o FMI, órgão anteriormente desprezado nos arroubos eleitoreiros de o cara… de pau.
Aos últimos, melhor seria chamá-los de ladrões.
Na última classificação, encontram-se os que se locupletam do Erário, beneficiando a si e a seus apaniguados. Muitos políticos brasileiros fazem parte dessa raça miserável que envergonha pessoas inteligentes, que sabem discernir o bem do mal, o certo do errado, o sadio do podre.
Uma parcela pequena, infelizmente.
Para não ir mais além, fico por aqui, no meu solitário desabafo. Não pretendo, neste espaço, falar de políticos desonestos, de gente esperta, mal intencionada, de bandidos comuns ou de colarinhos brancos. Se me dispusesse a fazê-lo, seria necessário dispor de supercomputador para armazenar a miríade de escândalos patrocinada por excelências de todos os matizes.
Meu desiderato é esclarecer os incautos sobre o verdadeiro significado de expressões vernáculas, pronunciadas com interesses distorcidos da realidade. Também pretendo contestar os espertalhões que interpretam frases proferidas ao sabor das oportunidades, para dar-lhes convenientes significados.
Fato recente, de maneira até divertida, ocorreu no exterior. Na casa da Rainha. Não na residência do Zé Rainha, o invasor de terras particulares. A coisa aconteceu nos domínios de Sua Majestade, a Queen Elizabeth, em Londres.
Pois, bem. Barack Obama, presidente americano, para ser simpático a um dos seus convivas, disse considerá-lo “o cara”. E mais: confessou adorá-lo como o cara que ele é (ou deveria ser).
Obama apresentou o colega a um dos seus secretários. Disse-lhe o magistrado americano: “Esse é o cara!” O representante de Tio Sam, todavia, não complementou a frase, supostamente elogiosa. Tentarei dizer o que o presidente da América do Norte deixou reticente: esse é o cara… que se aliou a adversários políticos, outrora demonizados e taxados de corruptos; esse é o cara… que aparelhou a administração pública brasileira, tornando-a vermelha e sindicalista; esse é o cara… que fechou olhos e ouvidos às denúncias de corrupção de seus aloprados partidários; esse é o cara… que viaja país afora, inaugurando projetos ainda em gestação, para promover sua candidata a sucessora, uma guerrilheira de alto coturno; esse é o cara… que disse ter a mãe nascido analfabeta; esse é o cara… que disse ser o Oceano Atlântico apenas um rio caudaloso, de praia e areias brancas; esse é o cara … que profere frases grandiloqüentes, algumas desprovidas de bom senso e até ridículas.
O que mais poderia ser entendido na frase reticente do ilustre americano? Que o cara viaja sem parar, quase diariamente, entregando o país à administração dos aloprados?
Obama chamou-o de o cara, não como louvação aos seus predicados, mas por oportunismo, a fim de angariar simpatia ao seu governo e arrancar dele milhões de dólares para o FMI, órgão anteriormente desprezado nos arroubos eleitoreiros de o cara… de pau.
Conceito em baixa (crônica)
Oh, vida!
As falcatruas políticas em voga no Brasil são constantes, praticadas à luz do dia, sem providências saneadoras ou punitivas.
Desconhecemos casos de castigo no passado, e no presente não vemos sequer uma tênue luz para clarear o caminho que leve o infrator da lei às barras das prisões. Às barras da Justiça, como se costuma dizer, não se tem levado ninguém.
A desonestidade é prática corriqueira em quase todos os órgãos da administração pública. São realizadas por altos funcionários ou pelo mais insignificante servidor, concursado ou terceirizado.
O primeiro deles, rouba sem receio do que lhe possa acontecer, pois raramente é castigado por seus atos ilícitos; o outro, imitia-o para não se sentir inferiorizado, ou seja, não passar por bobo, quando o esperto companheiro de ilicitudes está livre, leve e solto.
O marginal público, flagrado em ato indecoroso, é protegido por uma legislação inaplicável na prática, por ser integrante de uma corporação sem muito compromisso com a moralidade.
Às vezes acontece alguma punição. É rara, mas acontece. Aqui e ali se aplica uma penazinha, leve, de valor moral, que nada significa para um servidor sem vergonha.
É cansativo ver, ler ou ouvir sobre o ultraje proporcionado pela maioria dos políticos ao homem honrado, cidadão de respeito, trabalhador incansável, produtor da riqueza nacional, ignorado por uma Justiça lenta e cega, mais cega do que lenta, que não lhe dar a oportunidade de reaver parte de seus impostos roubados à luz do dia.
A Justiça é tardia em julgar e quase não vê “as pegadas” dos infratores da lei. O número de delinquentes que assalta os cofres públicos cresce a olhos vistos. Principalmente nos últimos cinco anos.
As histórias desonestas de quem obtém o respaldo das urnas, trocando o discurso ético pelas facilidades, são vergonhosas e aviltantes. Homens e mulheres, antes ditos honestos, hoje têm suas biografias enlameadas pela prática da corrupção.
Nunca, na história “deste país”, a bandidagem prosperou com a desenvoltura de quem acredita na impunidade.
“Uma vergonha”! – dizem os saudosos telespectadores do comentarista Boris Casoi, alijado do jornalismo independente por suas posições fortes em defesa da honestidade.
Os e-mails superlotam nossos computadores, com notícias desse quilate. Recentemente, recebi a seguinte mensagem:
"Um avião caiu em terras das Minas Gerais. Um caipira, depois de ter enterrado as vítimas do acidente, foi informado pela polícia de que os passageiros eram políticos. Indagado se não havia algum passageiro vivo quando os enterrou, respondeu: quando perguntei se alguém estava vivo, uns dez levantaram as mãos; como todo político é mentiroso, achei que estivessem mortos e os enterrei, uai!"
É assim que o brasileiro reconhece seus representantes. Quem mente, rouba, diz o adágio popular.
Parece verdade.
É uma vergonha!
Mais uma vez, peço vênia ao insigne jornalista Boris Casoi, para usar essa expressão que o consagrou como analista sério, a quem muito respeito e admiro.
As falcatruas políticas em voga no Brasil são constantes, praticadas à luz do dia, sem providências saneadoras ou punitivas.
Desconhecemos casos de castigo no passado, e no presente não vemos sequer uma tênue luz para clarear o caminho que leve o infrator da lei às barras das prisões. Às barras da Justiça, como se costuma dizer, não se tem levado ninguém.
A desonestidade é prática corriqueira em quase todos os órgãos da administração pública. São realizadas por altos funcionários ou pelo mais insignificante servidor, concursado ou terceirizado.
O primeiro deles, rouba sem receio do que lhe possa acontecer, pois raramente é castigado por seus atos ilícitos; o outro, imitia-o para não se sentir inferiorizado, ou seja, não passar por bobo, quando o esperto companheiro de ilicitudes está livre, leve e solto.
O marginal público, flagrado em ato indecoroso, é protegido por uma legislação inaplicável na prática, por ser integrante de uma corporação sem muito compromisso com a moralidade.
Às vezes acontece alguma punição. É rara, mas acontece. Aqui e ali se aplica uma penazinha, leve, de valor moral, que nada significa para um servidor sem vergonha.
É cansativo ver, ler ou ouvir sobre o ultraje proporcionado pela maioria dos políticos ao homem honrado, cidadão de respeito, trabalhador incansável, produtor da riqueza nacional, ignorado por uma Justiça lenta e cega, mais cega do que lenta, que não lhe dar a oportunidade de reaver parte de seus impostos roubados à luz do dia.
A Justiça é tardia em julgar e quase não vê “as pegadas” dos infratores da lei. O número de delinquentes que assalta os cofres públicos cresce a olhos vistos. Principalmente nos últimos cinco anos.
As histórias desonestas de quem obtém o respaldo das urnas, trocando o discurso ético pelas facilidades, são vergonhosas e aviltantes. Homens e mulheres, antes ditos honestos, hoje têm suas biografias enlameadas pela prática da corrupção.
Nunca, na história “deste país”, a bandidagem prosperou com a desenvoltura de quem acredita na impunidade.
“Uma vergonha”! – dizem os saudosos telespectadores do comentarista Boris Casoi, alijado do jornalismo independente por suas posições fortes em defesa da honestidade.
Os e-mails superlotam nossos computadores, com notícias desse quilate. Recentemente, recebi a seguinte mensagem:
"Um avião caiu em terras das Minas Gerais. Um caipira, depois de ter enterrado as vítimas do acidente, foi informado pela polícia de que os passageiros eram políticos. Indagado se não havia algum passageiro vivo quando os enterrou, respondeu: quando perguntei se alguém estava vivo, uns dez levantaram as mãos; como todo político é mentiroso, achei que estivessem mortos e os enterrei, uai!"
É assim que o brasileiro reconhece seus representantes. Quem mente, rouba, diz o adágio popular.
Parece verdade.
É uma vergonha!
Mais uma vez, peço vênia ao insigne jornalista Boris Casoi, para usar essa expressão que o consagrou como analista sério, a quem muito respeito e admiro.
A esperança que se foi (crônica)
O que será de nós, brasileiros, entregues a vilania dos políticos?
Que futuro aguarda os nossos jovens?
Até quando a sociedade brasileira suportará os desmandos na administração pública?
Essas perguntas são feitas diariamente pelo cidadão de boa índole, cujo desiderato é ver o país recuperado da degradação moral em que foi mergulhado pela classe política, uma escória merecedora da mais rigorosa punição.
Punir o corrupto, com essa Justiça que está aí?
Ah, parece improvável!
É difícil acreditar que as autoridades, muitas delas comprometidas com os faltosos, sejam acometidas de salutar surto de moralidade.
O que seria ótimo.
Mas, improvável, suponho.
São tantas as notícias de falcatruas praticadas por parlamentares, juízes, delegados de polícia, professores, padres, pastores, e até por familiares próximos, que as nossas crianças serão contagiadas pelo mau exemplo.
Parece não haver esperanças à vista.
O número de corruptos, ladrões e marginais de toda espécie, multiplica-se em ritmo acelerado, preocupa a sociedade e deixa o cidadão com o gosto amargo da derrota.
O crescimento da marginalidade no meio político é gritante. Os bandidos investem na política com o objetivo de adquirir imunidade para os crimes que praticam abundantemente. Eleitos, contam com uma Justiça desinteressada em julgar os seus erros, e, em alguns casos, associada aos seus interesses escusos.
Pobre Brasil!
Quase todos os dias somos informados do crescimento vergonhoso dessa situação.
Quando estávamos próximos de um freio moralizador, retirando dos bandidos a oportunidade de se tornarem políticos, providência essa patrocinada pela maioria dos magistrados estaduais da Justiça Eleitoral, fomos traídos pelos votos contrários dos também magistrados da Corte Superior de Justiça.
Pergunta-se o povo, constantemente preocupado: O que será de nós, brasileiros?
Deixemos a resposta aos senhores Ministros de nossa mais alta Corte de Justiça.
Estamos à mercê de tão honrosas excelências.
Que Deus nos ampare!
Que futuro aguarda os nossos jovens?
Até quando a sociedade brasileira suportará os desmandos na administração pública?
Essas perguntas são feitas diariamente pelo cidadão de boa índole, cujo desiderato é ver o país recuperado da degradação moral em que foi mergulhado pela classe política, uma escória merecedora da mais rigorosa punição.
Punir o corrupto, com essa Justiça que está aí?
Ah, parece improvável!
É difícil acreditar que as autoridades, muitas delas comprometidas com os faltosos, sejam acometidas de salutar surto de moralidade.
O que seria ótimo.
Mas, improvável, suponho.
São tantas as notícias de falcatruas praticadas por parlamentares, juízes, delegados de polícia, professores, padres, pastores, e até por familiares próximos, que as nossas crianças serão contagiadas pelo mau exemplo.
Parece não haver esperanças à vista.
O número de corruptos, ladrões e marginais de toda espécie, multiplica-se em ritmo acelerado, preocupa a sociedade e deixa o cidadão com o gosto amargo da derrota.
O crescimento da marginalidade no meio político é gritante. Os bandidos investem na política com o objetivo de adquirir imunidade para os crimes que praticam abundantemente. Eleitos, contam com uma Justiça desinteressada em julgar os seus erros, e, em alguns casos, associada aos seus interesses escusos.
Pobre Brasil!
Quase todos os dias somos informados do crescimento vergonhoso dessa situação.
Quando estávamos próximos de um freio moralizador, retirando dos bandidos a oportunidade de se tornarem políticos, providência essa patrocinada pela maioria dos magistrados estaduais da Justiça Eleitoral, fomos traídos pelos votos contrários dos também magistrados da Corte Superior de Justiça.
Pergunta-se o povo, constantemente preocupado: O que será de nós, brasileiros?
Deixemos a resposta aos senhores Ministros de nossa mais alta Corte de Justiça.
Estamos à mercê de tão honrosas excelências.
Que Deus nos ampare!
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